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Escultura de Jesus em uma cruz


  Conteúdo atualizado 3/23/2016.

Apesar de não ser a imagem sacra principal da Basílica da Medianeira – grande parte das pessoas que visita o santuário vai ver o quadro de Nossa Senhora da Medianeira –, a pintura de Jesus na parede do altar principal está no centro de uma discussão. Bonita para alguns e inadequada para outros, a pintura, elaborada pela artista Rosalva Rigo, será substituída por uma escultura de Jesus Ressuscitado em uma cruz em alto relevo.

A escultura tem cinco metros de altura e é construída pela artista plástica Senira Biscaro, 85 anos. De acordo com o padre Lucas Carvalho, vigário do santuário, a escultura irá homogeneizar os altares da Basílica.

– Os dois altares laterais têm artes. Não fazia sentido o altar central ter uma pintura. Além disso, a pintura é discreta para a proporção do espaço. Por isso, pensamos em uma obra maior, que cumpra a finalidade principal deste lugar, que é fazer as pessoas rezarem. O objetivo é embelezar a dignidade do santuário – conta o padre.

Para Altamir Moreira, professor adjunto do Departamento de Artes Visuais da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a pintura é moderna, mas traz ícones da tradição cristã:

– A pintura mantém a estrutura visual simbólica onde a trindade é representada. Mas não é uma simples cena de Jesus crucificado, porque, nesta versão, ele é apresentado vitorioso sobre a morte e o símbolo da cruz. Cenas de Cristo com os olhos abertos e em pose majestosa sobre a Cruz são comuns na iconografia bizantina, porém, Cristo com os braços elevados, despregados da Cruz, não. E é nisso que a pintura revela ser uma composição moderna que, por meio de linhas simples ou estilizadas, busca fundir de modo não ortodoxo a iconografia tradicional da crucifixão com a iconografia da ressurreição e da trindade.

Valorização

De acordo com os planos do padre Lucas, a mudança começará a ser feita a partir do dia 17 de agosto. A parede do altar, que atualmente é branca, será preenchida por uma tinta mais escura. Para o artista plástico Juan Amoretti, a pintura não foi bem sucedida e a escultura irá realçar a imagem do próprio Santuário.

– A pintura, pelo que me parece, foi feita por uma pessoa que se dizia especialista em arte bizantina, que é quem representa Cristo com esse tipo de rosto, mais marcado. Mas parece que a imagem não atinge um nível à altura do santuário. Agora, a escultura vai dar uma nova valorização ao santuário. Acho que é melhor do que antes – opina Amoretti.

A novidade, no entanto, não agradou muito os fiéis. Para a professora universitária Carmen Maria da Rosa Silva, 61 anos, não haveria motivos para a troca:

– Me identifico com esse Jesus assim, como está. Gostaria que não mudasse. Desde o primeiro dia que vim aqui, parece que ele está me olhando – afirma.

O significado da nova obra

A nova imagem de Jesus que ocupará o altar a partir de agosto começou a ser construída há um mês e meio, mas ainda não está finalizada. A responsável pela obra, batizada de “Na Trindade, Jesus é o Mediador!”, é a irmã e artista plástica Senira Biscaro. Para a idealização, Senira contou com a ajuda de outras duas pessoas: a irmã Roseli e Tecla Hopi. A inspiração, segundo ela, veio do Espírito Santo.

– Ele é que faz as obras, é Ele o grande benfeitor. Eu começo o trabalho, mas a obra vai se fazendo. Ele me mostra como deve ser feito – conta Senira.

Segundo a idealizadora, a escultura será composta por seis partes principais, entre elas a Santíssima Trindade, trazendo Pai, Filho e Espírito Santo e, a Mão de Deus Pai, que representa o amor e a misericórdia do Pai, e que guia e conduz a vida das pessoas.

Outro item da obra é o próprio Espírito Santo, na imagem de uma pomba, e que simboliza a generosidade infinita. Na peça, também estão contemplados a cruz, o sol e Jesus Mediador. A cruz traz, ainda, a ideia de um trono, onde está o corpo de Deus. O segundo item, o sol, feito de lâmpadas de led e ainda não concluído, faz menção ao Novo Testamento. Por fim, Jesus, é o centro da obra. A imagem representa a permanência de Cristo na Terra e o identifica como o Filho da Medianeira.

Mesmo que a escultura ainda não esteja pronta, a irmã Senira está orgulhosa da sua obra de arte:

– Ele é único, não tem cópia, não existe outro igual. E ele quer abraçar todas as pessoas. Todo mundo que for à Basílica da Medianeira será abraçado por Cristo.






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